terça-feira, 28 de junho de 2011

Do que você tem medo?



 Todos temos algum medo. Ou vários. Decidi expor os meus. Fiquem a vontade para fazer o mesmo, se quiserem. Segue a lista:


Morro de medo do alçapão. Não sei porque, mas aquela coisa me causa arrepios. rs

Medo de ver meu reflexo distorcido.

Medo de lagartas. (Pego cobra, aranha, escorpião... mas lagartas, eu não posso nem ver.)

O pior de todos: Medo do silêncio! Medo de estar no silêncio total e ouvir algo estranho.

Medo de levar susto.

Medo de bonecas.

Medo de bichos maiores que eu.

Medo de sentir dor.

Medo de enlouquecer.

Medo de algumas músicas.

Medo de olhos de animais no escuro.

Medo de fotos emolduradas.

Medo de andar sozinha na rua.

Medo de lugares grandes demais.

Medo de lugares grandes e antigos. Tipo... igrejas, casarões, hospitais antigos...

Medo de tampa de caixão. (É só da tampa, mesmo.)

Medo de espaços muito pequenos.

Medo de gritos.

Medo de trovoadas.

Medo de aglomerações.

Medo de palco.

Medo de que algum bicho entre no meu ouvido.

Medo de parasitas. (Vi alguma coisa com um ultrassom de uma menina que tinha uma tênia. Aquilo me deixou com um black power liso na cabeça. :S)

E o mais esquisito: Quando estou dentro de casa, tenho medo de olhar pra fora, e, quando fora, tenho medo de olhar pra dentro.

Eu já disse que morro de medo de silêncio e do alçapão, né?

 E, confesso que, apenas a palavra MEDO, já faz com que eu me borre toda. Irracional assim. Bom, depois dessa "terapia", vou ali tomar um banho e volto para ler os comentários.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Garanta já a sua liberdade



 Desprenda-se da futilidade, saia da dieta por um dia, tome um porre, dê no primeiro encontro, mande alguém tomar no cu, divirta-se, banque o(a) louco(a), faça tudo o que tem vontade.
 Fazendo o "certo" ou fazendo o "errado", as pessoas sempre irão te criticar. Sempre! Liberte-se do medo da crítica. Liberte-se do moralismo cego. Liberte-se das mentiras que nos contam. Liberte-se de ser um robô; você consegue pensar por si! Não deixe que terceiros prescrevam a vida que é somente sua.
 Aproveite a vida ao máximo, afinal, ela escapa por entre os dedos a cada segundo. A cada dia que passa, estamos envelhecendo e nos tornando gagás com as regras hipócritas da sociedade.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Intitule como quiser!


 Me esforcei tanto para algo dar certo, mas tudo deu errado. Minha paciência e meu entusiasmo se perderam em alguma esquina de um tempo que nunca houve. Nessa fase de maturidade, tudo me estressa, tudo me desanima, tudo me isola, me enfraquece, me faz escrava. Não sonho quando durmo e tenho pesadelos acordada. Nada mais espero dessa escuridão que me cerca, que me cega, que me amedronta. Não sei se há luz no fim desse túnel ingrato chamado vida.
 Preciso voltar ao meu normal (de loucuras notáveis). Fazer minhas vontades e não querer mais ser capacho do sistema. Vou botar um ponto final na "vida" e começar a viver. Já chega de sanidade. Vou quebrar as correntes e fugir do imaginário, colocar em prática meus planos mirabolantes, render minhas fantasias ao real, aqui e agora! Não deixarei mais nada pra depois!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Montanha Russa Ao Meu Humor!


 Um feitiço talvez...
 Dessa forma definiria minha vida. Ora triste, ora alegre; ora odiável, ora apaixonada...
 Como poderia descrever essa imensa tempestade de emoções? Definitivamente, nem eu sou capaz de me compreender. Amaldiçoada pela terrível ironia da vida: transtorno bipolar!
 Certamente os paralelos não deveriam se fundir, mas no meu caso isso acontece. Euforia e depressão não andam mais lado a lado e sim, ocupam o mesmo espaço. Consigo me sentir extremamente feliz em um momento em que me encontro numa fossa total, e vice-versa.
 A paixão é fundida ao ódio num piscar de olhos. "Se eu estou te odiando agora, é porque te amo." Seria cômico, não fosse triste.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Autotraição


 Falta de compreensão... Isso assola toda a integridade de uma relação.
 A falta de comunicação sufoca um relacionamento. Acaba com a esperança de continuar a ter sentido a união que se prolonga aos arrastos pela incapacidade de dizer adeus.
 A acomodação nos torna prisioneiros de uma rotina miserável. E não achamos meios para mudar a situação e assim, surge a depressão.

 Depois de quase seis anos de casamento, a última coisa que esperamos é um amor que surge de um largo sorriso com faíscas no olhar. Um anjo que chega para carregar nossos maus pensamentos para longe e depois joga nossas esperanças no fundo de um lago negro. Despedaça nosso coração. Destrói os sonhos. No lugar da doçura das palavras fica apenas o amargor de uma alma dilacerada.
 Quando os loucos tomarão posse de um mundo que é seu por direito?
 Amores que vêm e não vão apenas machucam. Deixam feridas profundas incapazes de cicatrizar.
 Amores que vieram para ficar nunca me satisfizeram de verdade. Nunca preencheram o vazio que se instalou em meu peito desde a minha infância. Jamais me fizeram flutuar ou ouvir sininhos tocando no horizonte, onde eram feitos os planos para o depois que nunca chegaria.
 O medo de ficar só, só me faz afastar de mim as pessoas que amo. O medo de ficar isolada me desperta um desejo indomável de mergulhar na solidão. O medo da dor e do sofrimento só fazem eu me machucar amando alguém que não me ama.
 Das cinzas de minha alma, ressurge uma vontade insaciável de vencer esse conflito. Nos meus sonhos submersos, sua voz soa sombria. Errante ideia de tê-lo em minha realidade louca de normalidade. Sofro encolhida no fosso de meus prantos praguejando as ilusões que nunca recebi. Sorrateiramente queimam minha vida e destroem toda a esperança de renascer minha autoestima.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Distorção

Tortura psicológica, agressões verbais;
Desafios e brigas, cada dia mais...
Acumulando em minha mente temas irracionais.
De nostalgia à neuroses, quantas doenças fatais?
Jorrando sangue em pensamentos; de mudar não sou capaz.
Sobrevivendo a maluquices, no corpo apenas os sinais
De mundos distorcidos com minhas crises mentais.

Temor... Histeria...
Afinal... medo do que?
Crises de pânico...
Medo do que não podemos ver!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Overdose de tristeza

 Minhas ideias geniais abandonaram minha mente. O desânimo corrói meus ossos como osteoporose precoce. A inveja me cega diante das oportunidades que a vida oferece; mesmo tropeçando nelas, não consigo as ver. O medo e a insegurança me ensurdecem perante os chamados do sucesso, quando ele grita meu nome. (Santa ignorância!)
 A dor relembra meu martírio. O pranto resseca meus olhos ao molhar minha face.
 Na busca incessante da felicidade, só encontro solidão e o vazio que me assola. Sem olhares apaixonados... sem carinho, nem ternura... Sem paz... Apenas indiferença.
 Sinto-me angustiada. Trago comigo as marcas de um passado doloroso. Sofro só de pensar em meu futuro: Lágrimas... Gritos... Fantasmas ao tempo... Almas feridas...
 Sinto um nó na garganta, um aperto no peito quando passo por ele (O destino).
 Tento superar os traumas; psicoses de minha infância mas, parece impossível... O tempo não passa, a noite é escura, o vento... frio!
 Tudo se cala, menos os rugidos do futuro. Não vejo mais nada. Apenas minha impiedosa sorte. Um calafrio me ocorre. Lágrimas descem à minha face. Fecho os olhos. Mas, as imagens continuam em minha mente: Dolorosas... Frias... Pavorosas... Sangrentas! Meu coração acelera repentinamente. Minha alma grita desesperadamente, mas... Ninguém a ouve!
 Cicatrizes surgem em meus pulsos. Feridas imensas pelo corpo. Náuseas... Dores... Sons... Cores. Lembranças me invadem. De repente... Estou morta!